Nunca tive dúvidas sobre quem sou, a Luciana Muniz, mulher, Analista de sistemas, apaixonada por literatura e que se orgulha de colecionar amizades dos tempos mais remotos de sua existência. Mas não sei dizer ao certo quem é a Luciana Muniz escritora.
Quando senti a necessidade de criar um novo blog, com mais recursos e conteúdo diversificado, me dei conta de que algo havia mudado no meu comportamento com a escrita. Já não havia mais espaço para as crônicas carregadas de sentimento, marca registrada do meu antigo blog, eu senti a necessidade de buscar assuntos diferentes para escrever e também lapidar a forma de escrevê-los.
Percebi nos momentos em que planejava este blog, que dentro de mim não há mais espaço para a escrita por prazer, por hobby. Esta fase já passou.
Mas daí surgem as divagações filosóficas e perturbadoramente essenciais para os que planejam seguir um novo caminho: sobre o que escrever?
Não, não é uma pergunta idiota. O que quero dizer é: em que gênero da literatura meus textos se encaixam? Nos projetos em que participei, já dá para se ter uma noção da diversidade: na antologia Soltando o Verbo contribuí com duas crônicas, a antologia Vampirus Brasil reuniu contos sobre vampiros, sob o gênero de terror. E o projeto AlgóriA, em que estou trabalhando, se encaixa no gênero fantasia.
Deu para entender a minha preocupação?
Por isso a idéia de criar este espaço, onde eu possa fazer experimentações tanto com contos quanto com crônicas, com temas variados. O próprio banner já traduz a minha intenção com a descrição “Contos, Crônicas e outras experimentações”. Não é uma frase engraçadinha para cativar leitores, tampouco estilo literário, apenas um aviso aos navegantes sobre o que encontrarão nestas páginas.
Por isso não se assuste de em um mês ler um conto com temática sobrenatural e no mês seguinte algo totalmente urbano, isso fatalmente acontecerá.
A proposta deste blog é que haja uma descoberta a cada novo texto. E o mais interessante é que esta “descoberta” será uma via de duas mãos, pois ocorrerá gradualmente para a autora e para os amigos e leitores. Talvez eu descubra que o ideal é justamente ser eclética nos assuntos abordados, não sei. De qualquer modo continuarei buscando a minha identidade como escritora, sempre me perguntando: quem és tu, ó criatura!

Ultimos Comentários